Campinas é um dos poucos municípios paulistas com três tipos de aquífero no mesmo território. A leste, em Sousas, Joaquim Egídio e parte de Barão Geraldo, predomina o Aquífero Cristalino, de granitos e gnaisses, em que a água está nas fraturas da rocha. A oeste e no centro, aparecem os arenitos e siltitos do Aquífero Tubarão, cortados em muitos pontos por intrusões de diabásio, rocha ligada ao Aquífero Serra Geral.
Por isso a profundidade e a vazão mudam muito dentro da cidade. Para o Tubarão, o Mapa de Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo indica vazões de 0 a 40 m³/h, com predominância de até 10 m³/h, e mediana de profundidade dos poços de cerca de 150 metros; o Instituto Geológico recomenda espaçamento mínimo de 500 metros entre poços nesse aquífero. Para o cristalino, as faixas prováveis vão de 1 a 6 m³/h até 7 a 100 m³/h, conforme as fraturas. No diabásio, a água depende de fraturas e contatos entre as rochas.
Campinas está nas Bacias PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), onde há cobrança pelo uso da água para captações outorgadas. A outorga é feita na SP Águas (antigo DAEE).