Maior região da capital, a Zona Sul muda muito entre a Vila Mariana e Marsilac. No trecho mais urbano, de Vila Mariana, Moema, Brooklin e Santo Amaro, o subsolo é do Aquífero São Paulo, um pacote de sedimentos com cerca de 100 metros de espessura média. Pelo Mapa de Águas Subterrâneas paulista, as áreas da Formação Resende rendem de 10 a 40 m³/h, e as da Formação São Paulo ficam em até 10 m³/h.
Descendo para Interlagos, Grajaú, Parelheiros e Marsilac, os sedimentos rareiam e surge o Aquífero Cristalino. Lá a água depende de fraturas na rocha, a produção oscila mais e os furos costumam ser mais fundos.
A demanda acompanha essa geografia. No eixo da Avenida Santo Amaro e da Marginal Pinheiros ficam escritórios, hospitais, shoppings e indústrias com consumo alto e contínuo. Em Saúde, Jabaquara e Campo Limpo predominam prédios e conjuntos residenciais. Perto das represas há clubes náuticos, chácaras e casas de veraneio, que usam o poço para piscina, jardim e consumo onde a rede não chega.