Boa parte da Zona Leste está sobre os sedimentos da Bacia de São Paulo, ao longo da várzea do Tietê e do Aricanduva. É o Aquífero São Paulo, com espessura média de cerca de 100 metros na capital, sobre a rocha cristalina. Segundo o Mapa de Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo, onde predomina a Formação Resende as vazões exploráveis ficam entre 10 e 40 m³/h, e onde predomina a Formação São Paulo chegam a até 10 m³/h.
A região também foi o centro industrial da cidade. Mooca, Brás, Belém e Vila Prudente reuniram tecelagens, metalúrgicas e fábricas por décadas. Um estudo do Instituto de Geociências da USP divulgado em 2026 cita bairros como Mooca e Vila Prudente entre as antigas zonas industriais em que poços podem captar água contaminada por solventes. Hoje, muitos desses terrenos viraram condomínios e centros de distribuição.
Mais a leste, em Itaquera, São Mateus, Guaianases e Itaim Paulista, predominam bairros residenciais, escolas, clubes e comércio, com terrenos maiores e menos histórico industrial. Ali o desafio é outro: casas e conjuntos ligados à rede pública que querem reduzir a conta, e o cuidado com fossas e redes de esgoto antigas na escolha do ponto do poço. Em todos os casos, a água subterrânea da Zona Leste é um bem público, e o poço precisa estar regularizado.