A Zona Norte tem duas realidades geológicas. Perto do Rio Tietê, em bairros como Casa Verde, Vila Guilherme e Vila Maria, há sedimentos do Aquífero São Paulo sobre a rocha. Subindo em direção à Serra da Cantareira, em Tremembé, Jaçanã, Mandaqui e Perus, predomina o Aquífero Cristalino, de granitos e gnaisses, em que a água circula pelas fraturas da rocha.
Essa diferença muda o poço. No Cristalino, o Mapa de Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo indica faixas prováveis de vazão que vão de 1 a 6 m³/h até 7 a 100 m³/h, conforme o tipo de rocha e as fraturas. É uma variação grande, por isso dois poços a poucos metros de distância podem ter resultados muito diferentes, e o estudo do terreno pesa mais.
O perfil de demanda também varia. Na várzea, galpões, transportadoras e indústrias de Vila Maria e Vila Guilherme usam água em limpeza, lavagem de frota e processos. Em Santana e Tucuruvi, prédios residenciais buscam reduzir a conta de água das áreas comuns. Na direção da serra, casas grandes, sítios e clubes usam o poço para jardim, piscina e consumo, muitas vezes porque a pressão da rede pública é baixa nas partes altas.