A Zona Oeste alterna várzeas e espigões. Na beira do Rio Pinheiros e do Tietê, em Pinheiros, Lapa, Barra Funda e Vila Leopoldina, o subsolo guarda o pacote sedimentar do Aquífero São Paulo, com cerca de 100 metros de espessura média na capital e mais de 250 metros em trechos. Nos morros do Butantã, do Morumbi e do Rio Pequeno, esse pacote afina ou some, e a sonda chega ao granito e ao gnaisse do Aquífero Cristalino, onde só as fraturas guardam água.
Cada caso tem sua faixa. Para o pacote sedimentar, o Mapa de Águas Subterrâneas paulista aponta até 10 m³/h nas áreas da Formação São Paulo e entre 10 e 40 m³/h nas da Formação Resende. Na rocha, a produção provável oscila entre 1 e 6 m³/h nos piores casos e 7 a 100 m³/h nos melhores, de acordo com o fraturamento.
Na prática, um prédio na Pompeia e outro no alto do Morumbi, separados por poucos quilômetros, podem pedir poços com profundidade, método e custo bem diferentes. Na várzea, a sonda atravessa areia e argila e o revestimento leva filtros nas camadas produtivas; no espigão, ela avança em rocha dura atrás de fraturas. Por isso nenhum número de profundidade ou preço sai antes do estudo do terreno.